A Copa do Mundo é um daqueles momentos em que o mercado entra em clima de final de campeonato. Não é só futebol. É consumo, atenção, compra por impulso e disputa por destaque no ponto de venda. Em 2022, uma pesquisa citada pela Criteo mostrou que 66% dos brasileiros assistiram aos jogos em casa, 39% compraram comidas e bebidas para acompanhar as partidas e 33% fizeram churrasco. Na mesma base, itens como cervejas, refrigerantes, água, snacks e salgados apareceram com força na lista de compras.
Esse comportamento ajuda a explicar por que a Copa vira uma janela tão forte para o setor de embalagens. Quando o consumo sobe, marcas precisam comunicar melhor, destacar produtos e criar experiências mais marcantes. A Criteo também aponta que, entre as intenções de compra ligadas ao evento, snacks chegaram a 72%, doces e chocolates a 66%, carnes e bebidas não alcoólicas a 60% e bebidas alcoólicas a 54%. Em outras palavras, o jogo não acontece só no estádio. Ele também acontece na prateleira, na mesa e na embalagem.
Para a Ápice, isso é uma oportunidade direta. Embalagens em papelcartão, rótulos e materiais promocionais ganham ainda mais valor quando o mercado quer unir apresentação, praticidade e impacto visual. Não por acaso, a própria ABRE registrou que o consumo de cerveja no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros e destacou que esse número ficou atrás apenas de 2014, ano de Copa no país. Isso mostra como eventos desse porte ajudam a aquecer categorias que dependem muito de embalagem, identidade visual e giro rápido no varejo.
Os exemplos de mercado reforçam essa lógica. A Mintel mostrou cases de produtos inspirados na Copa, como a cerveja Sibirskaya Korona (Rússia) reembalada com design patriótico e o azeite Colavita em uma garrafa no formato de bola de futebol. Ou seja, a Copa não inspira apenas itens esportivos. Ela puxa criatividade para alimentos, bebidas e outros segmentos que querem se conectar emocionalmente com o consumidor.
No fim, a leitura é simples. Quando a Copa chega, marcas querem aparecer mais, vender mais e ser lembradas por mais tempo. É aí que a embalagem deixa de ser só proteção e passa a ser estratégia. Para uma indústria gráfica, esse é o momento de mostrar que uma boa solução em embalagem pode transformar uma campanha comum em uma marca com presença de verdade.

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